Moradores de condomínio em Águas Claras ainda buscam solução para prejuízo com queda de muro

Condomínio exige remoção de veículos atingidos enquanto moradores alegam falta de solução concreta

Setenta e um dias após o desabamento de um muro sobre veículos estacionados em um condomínio de Águas Claras, moradores ainda aguardam uma solução para os prejuízos. Apesar das promessas de indenização, os proprietários dos carros afetados não receberam resposta concreta da administração do residencial, da seguradora ou da construtora responsável pelo empreendimento.

 

A queda do muro ocorreu em 12 de janeiro, durante um temporal, na Rua Carnaúbas. Além dos danos materiais aos veículos, destroços e águas invadiram o estacionamento do condomínio. Gabriela Costa, uma das moradoras prejudicadas, afirmou que a construtora havia se comprometido a arcar com os prejuízos, mas nada foi feito até o momento.

 

Pedido de Retirada dos Veículos e Revolta dos Moradores

Segundo Gabriela, nas últimas semanas, a reconstrução do muro foi iniciada, visando a entrega de uma nova torre do residencial. No entanto, a gestora foi surpreendida por um pedido da portaria para que removesse seu carro do local. "Falei que meu carro não liga, que não sai dali. Estou precisando que eles resolvam meu problema", disse a moradora. Sem respostas concretas, Gabriela fixou placas em seu veículo destacando o tempo que o carro está parado devido à perda total.

 

A moradora ainda destaca a falta de transparência no processo. Segundo ela, a seguradora do prédio alega que ainda aguarda documentação da administração condominial, enquanto a construtora afirma manter reuniões semanais com o síndico, sem que os moradores sejam informados sobre o andamento do caso.

 

Diante da situação, Gabriela registrou um boletim de ocorrência e agora avalia a possibilidade de entrar com uma ação judicial contra os envolvidos.

 

Posicionamento do Condomínio e das Empresas Responsáveis

Em nota, a administração do Reserva Parque Clube declarou que tomou medidas imediatas após o incidente, incluindo a abertura de um sinistro junto à seguradora HDI e reuniões com a Direcional Engenharia. Segundo o condomínio, a construtora se comprometeu a reconstruir o muro e a cobrir as indenizações caso o seguro não cobrisse os danos.

 

A HDI Seguros afirmou que a cobertura condominial tem um limite máximo de R$ 150 mil e que os veículos já foram vistoriados, constatando perdas parciais. A empresa também alegou que está aguardando documentação para prosseguir com as indenizações.

 

Por sua vez, a Direcional Engenharia ressaltou que tem mantido encontros semanais com a administração do prédio e que a responsabilidade pelo ressarcimento dos danos é do seguro condominial. A empresa garantiu que todos os moradores afetados tiveram suas vagas transferidas para outro setor do estacionamento.

 

Impasse e Caminhos Legais

Enquanto as partes envolvidas divergem sobre as responsabilidades, os moradores afetados permanecem sem uma solução definitiva. Com o impasse, Gabriela e outros prejudicados estudam a possibilidade de acionar judicialmente tanto o condomínio quanto a construtora e a seguradora, em busca de uma indenização que cubra integralmente os prejuízos sofridos.

 

O caso levanta questionamentos sobre a eficácia da gestão condominial, a responsabilidade das construtoras e o tempo de resposta das seguradoras em situações de sinistros. Enquanto isso, os moradores seguem cobrando transparência e uma solução justa para os danos materiais e transtornos vivenciados desde janeiro.

 

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