Apartamento em Águas Claras funcionava como base para esquema bilionário de tráfico internacional

Imóvel foi utilizado por organização criminosa para reuniões, armazenamento de drogas e operações financeiras que movimentaram mais de R$ 2,2 bilhões em dois anos

As investigações da Polícia Federal, realizadas no âmbito da Operação Siderado, desarticularam um complexo esquema de tráfico internacional de drogas, revelando o papel central de um apartamento em Águas Claras, Distrito Federal. O imóvel servia como ponto estratégico para as atividades de uma organização criminosa que movimentou mais de R$ 2,2 bilhões entre 2021 e 2023.

 

De acordo com a Polícia Federal, o local era frequentado por membros-chave da quadrilha, como Ailton José da Silva, conhecido como “Calcinha” e apontado como líder do grupo, além de Fausto Henrique Ferreira da Silva e Albert Fabiano Dantas da Costa. As investigações indicam que o imóvel era utilizado para reuniões de planejamento, armazenamento de drogas e outras operações ligadas ao tráfico.

 

Identidades falsas e lavagem de dinheiro

A quadrilha empregava táticas elaboradas para mascarar suas operações. Fausto Henrique era responsável por custear as despesas do apartamento, enquanto os membros do grupo utilizavam identidades falsas para acessar o condomínio. Albert Fabiano, por exemplo, apresentava-se como “José Lucas Lima da Silva”, enquanto Rodolfo Borges Barbosa de Souza usava o nome “Silas Soares Rodrigues”.

 

Além do uso do imóvel, a organização montou uma rede de empresas de fachada, como a “Dois Anjos Transportes e Mudanças”, que facilitava o envio de drogas para outros estados e para o exterior, especialmente para a Europa. Os lucros eram lavados por meio de contas bancárias fraudulentas e empresas laranjas, dificultando o rastreamento dos valores.

 

Conexões internacionais e operação policial

O esquema tinha ramificações internacionais, com remessas de dinheiro enviadas à Colômbia para financiar novas aquisições de entorpecentes. A quadrilha também mantinha envolvimento no comércio ilegal de armas e na eliminação de rivais.

 

A Operação Siderado resultou no cumprimento de 19 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão em diversos estados, além do bloqueio de 38 contas bancárias e do encerramento das atividades de sete empresas ligadas à organização criminosa. Um dos líderes foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, destacando o alcance global do esquema.

 

As investigações seguem em andamento para identificar outros integrantes da rede criminosa e aprofundar o mapeamento de suas atividades ilícitas. A Polícia Federal reafirma o compromisso de desarticular completamente a estrutura operacional do grupo, que por dois anos gerou bilhões por meio do tráfico de drogas e outros crimes.

*Com informações do portal Metrópoles

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